Pomplamoose

Um casal com ideias criativas na cabeça. Foi o que bastou para os californianos Nataly Dawn e Jack Conte montarem um duo musical inovador.  Há quase dois anos eles produzem videosongs (clipes que mostram como a música foi construída, em uma espécie de making of) autorais e covers de músicas famosas que misturam diversos instrumentos e arranjos musicais.

A criatividade é tanta que até o nome da banda é diferente: Pomplamoose, ou grapefruit (aquela frutinha comum nos EUA que parece laranja) em francês. O resultado é incrível e pode ser conferido no myspace e no site deles. Inclusive, foi pela internet, principalmente pelo Youtube, que eles ficaram conhecidos e aparentemente adoram isso. Tanto que liberam todas as músicas para download sem problemas de direitos autorais e blá blá blá. Um verdadeiro exemplo.

Abaixo a versão indie folk do Pomplamoose para o hit Single Ladies da Beyoncé.

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21 de novembro de 2009. Internet, Música, Vídeo. Deixe um comentário.

Jane Austen Macabra

Nada como pegar um clássico da literatura e transformá-lo em zoação, não é mesmo?

Esse foi o objetivo de Jason Rekulak, editor da Quirk Books. Ele foi o idealizador de adaptações de obras da renomada autora inglesa Jane Austen em que zumbis, vampiros e monstros do mar passaram a protagonizar histórias ao lado dos personagens originais.

O primeiro foi Orgulho e Preconceito e Zumbis, “co-escrito” por Seth Grahame-Smith e lançado em janeiro. O livro vendeu mais de 850 mil cópias nos Estados Unidos, o que o deixou 18 semanas seguidas na lista dos 10 mais do New York Times. A história original, de 1813, acabou mais interessante com o terror e o bizarro, além do puro romantismo típico da autora.

O segundo livro da série é Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar. Até o fim do ano, o objetivo da Quirk Books é lançar pelo menos mais três versões modificadas de Austen. No ano que vem, o primeiro livro chega ao Brasil pela editora Intrínseca, depois de já ter passado por quase 20 traduções.

Seguindo o sucesso, outras editoras também resolveram fazer releituras aterrorizantes, principalmente com vampiros. É o caso de Mr. Darcy, Vampyre (em referência ao protagonista de Orgulho e Preconceito), Vampire Dar-cy’s Desire e Jane´s Bites Back (sobre a própria autora).

O melhor de tudo isso? Dizem que Orgulho e Preconceito e Zumbis vai virar filme. Com certeza vai ser um sucesso maior ainda. Para matar um pouco a curiosidade, a Quirk Books lançou um vídeo para divulgar o livro Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar:

15 de novembro de 2009. Cinema, Literatura, Publicidade, Vídeo. Deixe um comentário.

Mais de 500 Dias Com Ela

Só mais umas coisinhas que esqueci de comentar sobre 500 Dias Com Ela. (Juro que depois paro de falar sobre esse filme)

Primeiro, a cena musical do protagonista, que é hilária! Me lembrou as cenas de Encantada, filme fofinho da Disney com Dr. McDreamy de Grey´s Anatomy e a atriz que interpreta Becky Bloom no cinema…

Outra coisa maravilhosa, foram as apresentações no videoquê. Sério, preciso ir a um bar com videoquê qualquer dia. Diz que em São Paulo tem um monte. Ia pagar mico mas ia me divertir demais.

E, finalmente, encontrei por acaso nesta semana esse vídeo do filme, que na verdade é o clipe de uma das músicas da trilha sonora e é da banda da própria Zooey Deschanel. Para quem não sabe, além de atriz e linda de morrer, ela canta super bem, já fez várias apresentações musicais em filmes (em Yes,  Man ela está incrível como uma vocalista de uma banda independente meio maluca) e tem uma dupla de indie folk com o cantor M. Ward chamada She and Him.

15 de novembro de 2009. Cinema, Vídeo. 1 comentário.

500 Dias Com Ela

500daysofsummer02

Lembra quando falei desse filme por aqui? Então, no fim de semana passado conferi ele e mais New York, I Love You (parente de Paris, Je T´aime, um dos meus filmes preferidos) no Festival Internacional de Cinema de Brasília, que rola até amanhã (domingo, que na verdade já é hoje).

500 Dias Com Ela é tudo que o trailer promete e ainda mais um pouco. É doce, leve, romântico e realista ao mesmo tempo e é muito muito muito lindo. Desde os atores (a química entre eles é de matar de raiva e a beleza da Zooey Deschanel também dá muita inveja) até o cenário, o figurino, a ordem não-cronológica e principalmente a fotografia… Ah, a bendita fotografia.
A história é simples mas, digamos assim, profunda também. Garoto conhece garota e se apaixona à primeira vista. Ele é romântico e acredita no amor idealizado. Ela acha a ideia de amor e de namoro uma hipocrisia desnecessária e irreal. Obviamente, os dois começam a namorar. Ele cada vez mais apaixonado e ela cada vez mais receosa da aproximação e da intimidade. Até o momento em que ela termina com ele e ele fica devastado tentando pensar no que fez de errado.

Mas aí é que está: ninguém fez nada de “errado”. É assim que o amor funciona. A coisa tem que fluir e acontecer sozinha, sem rótulos, pressões ou expectativas. O filme faz pensar sobre o amor e tudo que a sociedade, o cinema inclusive, impõe como comportamento normal ou correto. Achei cabeça, mas sem forçar a barra, porque é bem levinho como eu disse. Você pensa nisso sem ser exatamente forçado. Fora uns clichês aqui e ali (principalmente no final), a história é bastante cativante e tem várias tiradas e sacadas boas no roteiro.

Outra coisa que achei especialmente interessante em 500 Dias Com Ela foram aquelas  vinhetas com ilustrações e animações entre cada cena, para metaforizar o nome da personagem do título (Summer), com a estação do ano em inglês (verão) e os sentimentos do protagonista. Enfim, vale – e muito – a pena conferir. =)

14 de novembro de 2009. Cinema. 2 comentários.