Cinema sobre rodas

Estou há um tempo já para comentar aqui sobre esse filme super legal, dirigido pela diva Drew Barrymore e baseado no livro de Shauna Cross. Garota Fantástica (Whip it, EUA: 2009) fala sobre um esporte radical feminino norte-americano, no mínimo, inusitado:  o roller derby. Muito famoso na década de 1970 nos Estados Unidos, é jogado em equipes, com patins, normalmente por meninas. Em uma pista redonda e inclinada, elas competem pelo maior número de voltas e ultrapassagens, levando empurrões e pancadas no meio do caminho. Na versão de Barrymore e Cross, além de duronas, as jogadoras são sexy e cada time tem um uniforme mais piegas que o outro.

A personagem principal, Bliss Cavendar, interpretada pela lindinha Ellen Page (mais conhecida como a protagonista de Juno), vive entediada em uma cidade do interior do Texas, participando de concursos de beleza a mando da mãe. Até o dia em que ela vai a uma competição de roller durby e se encanta com o esporte, entrando para um time com o nome de guerra Babe Ruthless. Daí em diante o roteiro é bem previsível, mas não deixa de ser engraçadinho e criativo, com atuações boas, inclusive da própria diretora, que faz uma das integrantes do time. O mais curioso é que, para criar a história, Shauna Cross se inspirou em uma jogadora famosa de roller durby de verdade “chamada” Babe Ruthless. Abaixo o trailer legendado do filme:

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22 de junho de 2010. Cinema, Vídeo. Deixe um comentário.

Jane Austen Macabra

Nada como pegar um clássico da literatura e transformá-lo em zoação, não é mesmo?

Esse foi o objetivo de Jason Rekulak, editor da Quirk Books. Ele foi o idealizador de adaptações de obras da renomada autora inglesa Jane Austen em que zumbis, vampiros e monstros do mar passaram a protagonizar histórias ao lado dos personagens originais.

O primeiro foi Orgulho e Preconceito e Zumbis, “co-escrito” por Seth Grahame-Smith e lançado em janeiro. O livro vendeu mais de 850 mil cópias nos Estados Unidos, o que o deixou 18 semanas seguidas na lista dos 10 mais do New York Times. A história original, de 1813, acabou mais interessante com o terror e o bizarro, além do puro romantismo típico da autora.

O segundo livro da série é Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar. Até o fim do ano, o objetivo da Quirk Books é lançar pelo menos mais três versões modificadas de Austen. No ano que vem, o primeiro livro chega ao Brasil pela editora Intrínseca, depois de já ter passado por quase 20 traduções.

Seguindo o sucesso, outras editoras também resolveram fazer releituras aterrorizantes, principalmente com vampiros. É o caso de Mr. Darcy, Vampyre (em referência ao protagonista de Orgulho e Preconceito), Vampire Dar-cy’s Desire e Jane´s Bites Back (sobre a própria autora).

O melhor de tudo isso? Dizem que Orgulho e Preconceito e Zumbis vai virar filme. Com certeza vai ser um sucesso maior ainda. Para matar um pouco a curiosidade, a Quirk Books lançou um vídeo para divulgar o livro Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar:

15 de novembro de 2009. Cinema, Literatura, Publicidade, Vídeo. Deixe um comentário.

Mais de 500 Dias Com Ela

Só mais umas coisinhas que esqueci de comentar sobre 500 Dias Com Ela. (Juro que depois paro de falar sobre esse filme)

Primeiro, a cena musical do protagonista, que é hilária! Me lembrou as cenas de Encantada, filme fofinho da Disney com Dr. McDreamy de Grey´s Anatomy e a atriz que interpreta Becky Bloom no cinema…

Outra coisa maravilhosa, foram as apresentações no videoquê. Sério, preciso ir a um bar com videoquê qualquer dia. Diz que em São Paulo tem um monte. Ia pagar mico mas ia me divertir demais.

E, finalmente, encontrei por acaso nesta semana esse vídeo do filme, que na verdade é o clipe de uma das músicas da trilha sonora e é da banda da própria Zooey Deschanel. Para quem não sabe, além de atriz e linda de morrer, ela canta super bem, já fez várias apresentações musicais em filmes (em Yes,  Man ela está incrível como uma vocalista de uma banda independente meio maluca) e tem uma dupla de indie folk com o cantor M. Ward chamada She and Him.

15 de novembro de 2009. Cinema, Vídeo. 1 comentário.

500 Dias Com Ela

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Lembra quando falei desse filme por aqui? Então, no fim de semana passado conferi ele e mais New York, I Love You (parente de Paris, Je T´aime, um dos meus filmes preferidos) no Festival Internacional de Cinema de Brasília, que rola até amanhã (domingo, que na verdade já é hoje).

500 Dias Com Ela é tudo que o trailer promete e ainda mais um pouco. É doce, leve, romântico e realista ao mesmo tempo e é muito muito muito lindo. Desde os atores (a química entre eles é de matar de raiva e a beleza da Zooey Deschanel também dá muita inveja) até o cenário, o figurino, a ordem não-cronológica e principalmente a fotografia… Ah, a bendita fotografia.
A história é simples mas, digamos assim, profunda também. Garoto conhece garota e se apaixona à primeira vista. Ele é romântico e acredita no amor idealizado. Ela acha a ideia de amor e de namoro uma hipocrisia desnecessária e irreal. Obviamente, os dois começam a namorar. Ele cada vez mais apaixonado e ela cada vez mais receosa da aproximação e da intimidade. Até o momento em que ela termina com ele e ele fica devastado tentando pensar no que fez de errado.

Mas aí é que está: ninguém fez nada de “errado”. É assim que o amor funciona. A coisa tem que fluir e acontecer sozinha, sem rótulos, pressões ou expectativas. O filme faz pensar sobre o amor e tudo que a sociedade, o cinema inclusive, impõe como comportamento normal ou correto. Achei cabeça, mas sem forçar a barra, porque é bem levinho como eu disse. Você pensa nisso sem ser exatamente forçado. Fora uns clichês aqui e ali (principalmente no final), a história é bastante cativante e tem várias tiradas e sacadas boas no roteiro.

Outra coisa que achei especialmente interessante em 500 Dias Com Ela foram aquelas  vinhetas com ilustrações e animações entre cada cena, para metaforizar o nome da personagem do título (Summer), com a estação do ano em inglês (verão) e os sentimentos do protagonista. Enfim, vale – e muito – a pena conferir. =)

14 de novembro de 2009. Cinema. 2 comentários.

500 Days of Summer

Estou simplesmente apaixonada por esse filme. Será quando que chega por aqui?

1 de maio de 2009. Cinema, Vídeo. 2 comentários.

Slumdog Millionaire

Finalmente um filme ganhador do Oscar que eu realmente quero ver.

Update: Hoje, 22/03, finalmente consegui ver Slumdog Millionaire e realmente o Oscar não estava errado: este é O filme do ano! Muito, muito, muito bom.

24 de fevereiro de 2009. Cinema, Vídeo. Deixe um comentário.

My Blueberry Nights

Esses dias estava de bobeira e fui na locadora ver o que tinha de bom. Como sempre, os mesmos “lançamentos” de sempre. Então resolvi que já estava na hora de eu ver Um Beijo Roubado (em inglês, My Blueberry Nights), filme que sempre tive curiosidade de saber se era bom ou ruim.
A protagonista é Elizabeth (Norah Jones – sim, a cantora), uma mulher que acaba de ter o coração partido por um homem que a traiu. A história começa com ela ligando pro bar de Jeremy (Jude Law) e perguntando se ele viu o tal traidor por lá. Ela quer entregar as chaves dele pra ele. Depois ela mesma vai pro bar e larga as chaves com o dono, que as deixa em um potinho já cheio de chaves abandonadas. Só que ela não consegue sair de lá, voltando todas as noites pra saber se ele já pegou as chaves. E é aí que, para se distrair (ela do tal homem e ele de sua solidão de madrugada), Jeremy e Elizabeth passam horas conversando e comendo as tortas de blueberry desperdiçadas do bar.
Tudo muito lindo e romântico, mas a garota ainda não conseguiu superar a traição do homem lá e decide sair de Nova York, saindo sem rumo e sem destino e abandonando o pobre Jeremy apenas com cartões postais dos lugares onde vai, contando as várias histórias das pessoas que encontra.
Enfim, um filme simples, de uma história bem bonitinha e com uma fotografia maravilhosa. Mas só. Nada de muuuito interessante. Apenas bonito. Ah! E vale dizer que Jude Law está super sexy como sempre e a Norah Jones não decepciona nada como atriz. Além de que nesse filme tem também a sempre maravilhosa Natalie Portman no papel de uma jogadora compulsiva de pôquer com sotaque carregado do sul. Muito muito boa.

16 de setembro de 2008. Cinema. Deixe um comentário.